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especial 1 de Maio
Mundo do Trabalho
O sociólogo Ricardo Antunes se destaca por suas pesquisas sobre as condições dos trabalhadores e as dimensões da reestruturação produtiva no capitalismo global.
A entrevista, elaborada com a cooperação do colega sociólogo Sérgio Sanandaj Mattos, também colaborador desta publicação, é com um dos mais renomados sociólogos brasileiros, Ricardo Antunes, especialista em Sociologia do Trabalho, professor titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Você tem discutido as mudanças no mundo do trabalho. Frequentemente se refere, entre outros aspectos, à precarização e à diversificação da força de trabalho. Comente as rápidas transformações e seus consequentes efeitos na dinâmica social.
As formas atuais de valorização do capital trazem embutidos novos modos de geração da mais valia (quer sob a forma absoluta e/ou relativa), ao mesmo tempo em que expulsam da produção uma infinitude de trabalhos que se tornam sobrantes, descartáveis e cuja função passa a ser a de expandir o bolsão de desempregados, deprimindo ainda mais a remuneração da força de trabalho, pela via da retração do valor necessário à sobrevivência dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Em plena eclosão da mais recente crise global, este quadro se amplia ainda mais e nos faz presenciar uma corrosão ainda maior do trabalho contratado e regulamentado, de que são exemplos os trabalhos terceirizados (com sua enorme gama e variedade), tais como o “falso cooperativismo”, o “empreendedorismo”, o “trabalho voluntário”, que é de fato compulsório, pois quem não o faz não mais encontra emprego etc.
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